Comissão para vendedor de carros é uma das formas mais comuns de remuneração nas revendas de seminovos e usados. Porém, ainda existem proprietários que preferem oferecer um salário fixo mais alto e não utilizar o método de comissionamento.

Comissão para vendedor de carros

Mas, afinal, o que é melhor para o profissional e o negócio: comissão ou salário fixo?

Descubra todas as diferenças no artigo a seguir.

Tipos de comissão para vendedor de carros

Ter uma política de comissão definida para seus vendedores é uma excelente forma de mantê-los motivados e possibilitar que as metas mensais sejam atingidas e, até mesmo, ultrapassadas.  

Mas, lembre-se de ser transparente em relação às metas e ao formato escolhido. Não adianta oferecer uma comissão alta a partir do quinto carro vendido se a loja está com pouco movimento e nos últimos meses a equipe não passou do terceiro automóvel comercializado por vendedor. 

Essa transparência inclusive é defendida pelo Sebrae, por exemplo, em um artigo sobre o assunto: “Os vendedores precisam ter clareza das metas que precisam atingir e qual será sua recompensa caso consiga alcançá-las”.

Existem vários formatos de comissão para vendedor de carros. O assunto foi amplamente abordado em um artigo bastante completo no blog Revenda Mais. Se desejar conhecer mais, clique aqui. Mas, resumidamente, os tipos mais comuns são:

Sobre o lucro do veículo

Neste caso, é oferecida uma porcentagem sobre o lucro que o automóvel trouxe para a loja. Lembrando que no cálculo do lucro são descontados os gastos com limpeza, manutenção, impostos e demais despesas que o carro possa ter gerado para a loja.

Sobre o valor total do veículo

Método menos comum, a porcentagem sobre o valor total do veículo também é uma forma de comissionamento. Neste caso, não são descontados gastos com o carro, por exemplo.

Sobre a entrada financeira

Neste formato, se um veículo foi oferecido na negociação o valor não é calculado no comissionamento. É somente o valor em dinheiro, cheque ou cartão de crédito que realmente entrou na loja naquela determinada compra.

Valor fixo por carro vendido

Neste caso, é oferecido um valor fixo a cada veículo comercializado. Dentro deste cenário, existe também a comissão escalonável. Ou seja, quanto mais carros o profissional vender, maior será o valor fixo. Por exemplo: de 1 a 5 carros vendidos, o vendedor recebe R$ 200 reais. Acima desta quantidade, o valor por veículo passa para R$ 300.

No sistema Revenda Mais é possível controlar a comissão dos seus vendedores rapidamente e, inclusive, definir se você deseja com escalonamento ou sem, facilitando o controle financeiro e também a rápida visualização dos melhores profissionais da equipe.

Alguma destas opções agradaram você?

Chegou o momento de definir a porcentagem ou o valor fixo por carros vendidos. Mas, atenção nesta dica de Leonardo Toscano, sócio de uma consultoria empresarial, em entrevista à Exame: “Com comissões baixas, bônus pouco atrativos e metas impossíveis de cumprir, é difícil animar alguém a batalhar para fechar um negócio”. 

Salário fixo para vendedor de carros

Uma prática pouco recorrente, mas também presente no segmento de concessionárias e revendas de veículos, é oferecer apenas um salário fixo para o vendedor de carros. Segundo o portal Vagas, a remuneração do profissional varia de R$ 2.653 a R$ 4.908. Neste caso, mais alto do que no formato com comissão. 

Alguns profissionais preferem este formato principalmente para terem controle das suas finanças, afinal, todo final de mês receberão o mesmo valor. Contudo, para os proprietários do negócio, a situação pode fazer com que a equipe não dê o melhor de si ou não se sintam instigados a criarem metas próprias para serem batidas. 

Oferecer apenas um salário fixo pode ainda desestimular bons vendedores. Isso porque mesmo que ele comercialize dez veículos em um único mês, receberá a mesma quantia do que nos períodos que vendeu apenas dois carros. 

O que diz a lei sobre a comissão para vendedor de carros?

É importante reforçar que mesmo o vendedor comissionado precisa receber um valor fixo todo mês. Neste caso, é um salário menor do que revendas que oferecem salário fixo sem comissão, e tem como objetivo oferecer segurança e estabilidade financeira ao profissional.

O colaborador deve receber, no mínimo, o piso salarial da categoria. Se não houver uma convenção  trabalhista, o que vale é o salário mínimo vigente no Brasil. 

Apesar da nova lei trabalhista abrir brechas para a chamada “comissão por produtividade”, ou seja, pagar somente o que o profissional produz, a Constituição ainda exige este valor mínimo. Neste caso, trabalhador e empregador podem discutir um valor ideal em conjunto. Lembre-se também de fazer a validação legal com seu advogado de confiança para que ambos os lados saiam satisfeitos e alinhados. 

Agora que você já avaliou os dois lados da situação, pode decidir qual será a melhor forma de comissionamento entre a sua equipe ou se optará pelo modelo de salário fixo. Independentemente da sua escolha, não esqueça de ter ao seu lado um sistema de gestão que facilitará o controle dos salários, não apenas dos vendedores, como de toda a equipe, além de outros custos mensais e variáveis.

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